quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Fim do dia


Era um dia como qualquer outro, céu azul, poucas nuvens e um sol que embriagava. Eu sentia algo diferente dentro de mim, aquela sensação de que algo bom está para acontecer e isso me deixava nervoso, ansioso. Mas mesmo assim, meu dia foi rolando, lindo. Ao fim desse dia, vendo o por do sol, enquanto acendia um cigarro, alguém parou em minha frente, tirou-me o pleno direito de ver o crepúsculo. Não demorei a lhe pedir licença, fui atendido com um sorriso encantador, e logo veio sentar-se ao meu lado, pediu-me um trago e enquanto soltava a fumaça, dizia-me seu nome. Inebriado com seu sorriso, quase esqueci de me apresentar. Perguntou-me se havia algo de errado, eu falei que não, apenas sentia em seu sorriso algo de grande, de belo demais. Tornou a sorrir, me deixando mais perdido. Tocou a minha mão, senti tudo estremecer dentro de mim, ali ficou por um instante, pareceu uma eternidade mágica. Enquanto isso, o sol continuava a fugir e eu ali, sem saber o que fazer... Não precisei fazer nada, perguntou se podia deitar com sua cabeça em meu colo, falei que sim e assim fez, novamente abrindo aquele sorriso, agora eu vendo de cima. Não resisti, beijei, beijei e fui correspondido. Aquele instante, aquele beijo, me sentia evaporar, desmanchar. Depois nos olhamos, novos sorrisos e a última contemplação daquele sol poente. Mas entramos pela noite com conversas e beijos.

sábado, 23 de agosto de 2008

Monólogo


Vamos conversar!

Vamos esclarecer, deixar bem nítido o que queremos nessa relação.

Sei que você me faz bem, sei que ao seu lado posso ser ainda mais feliz, mas precisamos conversar.

É isso mesmo que você quer?

É assim que as coisas devem ocorrer?

Será que não é mais justo conversar?

Desse jeito não chegaremos a lugar algum.

Deixa esse silêncio de lado, fala alguma coisas.

Vamos conversar.

Como quero


Passadas as horas, constituído o espaço que me separa de tudo que almejo... sinto que vou desvanecendo.

Mas em tudo que penso, imagino como seria bom dividir esses tais pensamentos com alguém.

E de todos esses pensamentos que permeiam a minha cabeça, estão as necessidades: do beijo, do abraço, do afago.

Assisto filmes melo-dramáticos e me vejo ali, sentindo, vivendo o amor, a paixão.

A questão é essa! Eu preciso me apaixonar.

Quero sentir saudade, quero chegar perto, ligar à noite para saber como foi o dia.

Quero dormir junto, acordar ao lado

Quero ser quem sou sempre, me entregar, não dizer nada, entender tudo.

Aquela sensação de olhar no olho, sentir o toque, ouvir a voz que conforta.

Quero, como quero.

sábado, 9 de agosto de 2008


Palitos de fósforo usados em cima da mesa.
Cinzeiro que apara o cigarro queimando.

A fumaça paira o ambiente como névoa.
Um olhar denso de um para o outro.

Reina um silêncio ensurdecedor e o tempo parece não passar...

Nem um dos dois quer dar o primeiro passo, ceder...

Mas num determinado momento as mãos deles se tocam a medida que vão pegar um novo cigarro... O motivo que precisavam para um novo olhar, um sorriso complacente e uma nova conversa.

Tudo se resolve, tudo se acalma.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Me tenha


Entre logo quando chegar.

Feche a porta após passar por ela.

Não fale nada, não gesticule, apenas me beije.

Me tome aos seus braços, me deixe sentir seu corpo, seu calor, seu pulsar junto ao meu peito.

Assim, falarás ao meu ouvido, olharás nos meus olhos.

Podes me ter, estou aqui, entregue.

Amando.

sábado, 2 de agosto de 2008

O elevador e o olhar


Cheguei, um dos elevadores estavam quebrados...
Aguardei ansioso a chegada do outro.
A porta se abriu, estava lá, não sabia para que andar ia, mas aquele olhar me deixou meio rubro...
Abaixei a cabeça, entrei, perguntou-me para qual andar eu iria...
Pronto! Já sabia para onde eu iria...
Minhas pernas tremiam, não havia coragem de olhar, minhas mãos esquentaram e suaram...
Mas mesmo assim, permiti-me olhar para o lado, sentia que me olhava também, neste instante percebi que iria descer antes de mim...
Chegou a hora, o elevador parou.
As portas abriram-se.
Saiu, virou-se, deu-me boa tarde olhando em meus olhos...
Eu sorri, respondi... Fecharam-se as portas... Eu prossegui.
Cheguei ao meu destino, mas parecia que já não tinha mais o que fazer ali.
Não conseguia parar de pensar naquele olhar.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Amor de olhar... Olhar de amor


Amor...

Não sei bem o que dizer,

mas quando vejo o amor,

algo bom acontece dentro de mim.

Esse amor que transforma as coisas, pessoas, muda o olhar.

Esse bendito amor que me faz chorar, emocionar, ter o coração acelerado.

O amor de todo, que há tudo vence.

O amor que é incendiado pela paixão.
O amor do sorriso pleno.

Puro e simples, que se enlaça pelo beijo, pelo toque das mãos, encontro de olhares.

O amor do olhar.

O amor... Eu olho, ele me olha.

Ah! O olhar do amor.

Como amo.

Novos espaços, outros cantos


Cabeças Cortadas Universo de Retalhos - Parceria com minha irmã Danielle Freitas

Parte de mim - o que vira escrita...

Os que me olham, me sentem e me acomapanham

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