segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Vejam só...

O nada de vez em quando ressurge. O belo tantas vezes está a nossa cara. O mágico é saber perdoar. O perfeito é ver além das aparências. O grotesco é a deslealdade. A paixão é algo que embebeda fácil. O ciúme é um vício desnecessário. O amor é o vento que tem de soprar sempre. A lágrima é o que tem de ser jogado pra fora do corpo (nem sempre por fazer mal). A vida é a benção. O tesouro é o respeito. A verdade é a semente que sempre germina. A mentira é o machado que golpeia. A felicidade é um órgão do nosso organismo. A amizade é o berço de toda civilização. O dinheiro é uma encruzilhada. A família é um condutor de energia. O beijo, ah o beijo, um toque simples que estremece a alma. O olhar é o espelho onde vemos a alma estremecer depois de beijar.

É incrível! Mágico! Tantas serpentes soltas, tanto sol raiando, tanta terra pra andar ainda, tanto amor pra dar, quantos amigos sem eu dar atenção, mas tendo todos no coração, quanta roda viva de Chico a girar, Bethânia a cantar em falsete e eu, não menos feliz, sozinho nesse mundo de meu Deus, sabendo de todos os pormenores, sendo eu mesmo, nítido em tudo que faço. Deixo onde passo a marca de meu sorriso e se me ver chorar, certamente devo estar saudoso, feliz, recitando um poema, mas jamais amargo, isso não sou, não quero ser e não serei, mas doce demais enjoa. Quanta benção a pedir, cheiro na cabeça de minhas avós, comida boa pra degustar... Eu vivi todo esse tempo, mas quero muito mais, zingador, dentro do rio que está no mar.

A miragem habita e levita à frente de meus olhos... Necessito, almejo, vejo e ouço o toque desta à ponta de meu nariz. Clareio, danço e interveio como gota de chuva acertada dentro do olho esquerdo quando se voltava para cima à esquerda na tentativa de lembrar costumeiras coisas que acontecem e passam despercebidas. Não andava tão preso aos detalhes, mas sinto que devo estar sempre, observando as costuras e as entrelinhas, a fim de ponderar melhor sobre casos, pensamentos e pessoas. Estou vivo, não se esqueçam disso, pois eu vivo pra viver.

Se eu sabia que devia ir por algum caminho e não fui é porque às vezes teimo em ir por lugares mais difíceis... Mas de uma coisa eu tenho certeza que devo fazer e faço: viver, além de amar, me apaixonar a cada dia mais por tudo que faço, vivo, tenho, sou.
Estou trocando de pele, soltando os fantasmas para a luz... [re] nascendo, [re] criando, vivendo os novos tempos de mim, as novas vertentes que ão de perdurar, muito de mim vai ficar, já ficou, vem ficando... Estou cultivando meu jardim, arrancando ervas daninhas... Indo em frente... Quem quiser me ver, que veja... Quem quiser me olhar, que me olhe... Quem quiser me ter... Que tenha. Mas saibam, eu sempre serei quem sou, porque amo ser Plínio Gomes.

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Novos espaços, outros cantos


Cabeças Cortadas Universo de Retalhos - Parceria com minha irmã Danielle Freitas

Os que me olham, me sentem e me acomapanham

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