sábado, 14 de maio de 2011

Do céu onde os pássaros voam - Do amor fílmico




Um mar calmo, sem ondas, os pássaros em revoada tomando formas num céu brando, o sentimento renovado, inspirado. Aqueles dois ali, em plena harmonia. Uma nave espacial, um pedaço do céu, uma vassoura de bruxa, um tapete mágico, alguma coisa assim, do tipo, que me fizesse sair voando, sem parar muito tempo em lugar algum, sem me prender as coisas sem contexto, apenas amando e querendo bem, por aí, leve, solto, incrível. Parecia querer deixar ali, mas não, o querer sair era mais para contemplar tudo de longe, de cima, de fora, perceber-se dentro daquele fluxo contexto amante; os dois nadando num mar próprio, próximo de casa, nus como vieram ao mundo, entre brincadeiras e entregas, entre água e o despertar para o mundo. O então amor sonhado, agora realidade, parte de um viver sonoro, como uma sonata, uma área - leve, precisa, mistura cadenciada de instrumentos que levam as almas ao êxtase, ao pleno, ao certo e impreciso amar. Quando voltar do passeio sonho, encontrar-se do mesmo jeito, molhado, nadando, unindo-se ao outro, verdadeiro consentimento. Depois uma noite adentro, uma cama boa, um entrelaçar-se para depois untar-se em suor deslavado. Uma madrugada solta, um amanhecer justo e tudo rodar em sincronia com o universo.

3 impressões:

Priscila Lima disse...

cheio de beleza a sinfonia do oceano dissolve a nostalgia...

abraço das conchas belas.

Márcio Ahimsa disse...

O amor é um mar salgado de emoção...


Abraço.

todosossentidos disse...

Mestre e amigo Plínio!
Saudade de vc.
Passando pra deixar um abraço e dizer que tenho visitado e gostado demais dos teus escritos.
Parabéns.

Abraços
Neo

Novos espaços, outros cantos


Cabeças Cortadas Universo de Retalhos - Parceria com minha irmã Danielle Freitas

Parte de mim - o que vira escrita...

Os que me olham, me sentem e me acomapanham

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