sábado, 28 de agosto de 2010

Senhor de mim

Uma paixão arrebatadora,

pode ser.

Um amor puro e crescente,

pode ser.

Quando a lua se debruça sobre o mar

e as luzes se acendem ao passar.

Quando liberdade se instaura junto ao gostar.

Não importa tanto o que pode ser,

Mas sim o quão a tranquilidade se faz presente

E já não quero viver sem este estado.

E sinto que tudo que eu queria me esperava,

Bastou somente eu confiar no tempo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Boneca de pano, bola de meia

Infantil idade em que os consolos eram em forma de presentes e as brincadeiras de pega-pega, cabra-cega, “ciranda-cirandinha-vamos-todos-cirandar”, regadas ao som do “show-da-xuxa-angélica-mara-maravilha-eliana” tomavam boa parte do nosso tempo. Onde namoro não passava de pegar-na-mão e beijo-no-rosto. E no clube da Luluzinha se conversava sobre o mais novo aluno da classe ‘A’ e na reunião do Bolinha os garotos só falavam de futebol. Bons tempos em que as broncas de mamãe eram pelos pés no chão ou por comer brigadeiro demais.

Aniversário do amiguinho da casa ao lado tinha muito Ky-suky de tangerina e guaraná, bolo com recheio de ameixa, pipoca e lambada, em que os meninos competiam quem dançava mais e melhor. Os desenhos animados com seus heróis e heroínas, os filmes de animais e os quadrinhos da Tuma da Mônica eram o passa tempo predileto.

Grande inocência e felizes éramos, pois não dávamos importância a dinheiro, a não ser que fosse para comprar bolinhas de gude, figurinhas na banca ou sorvete no carrinho com sininho. E as guerras eram apenas de travesseiro. Bons tempos aqueles. A primeira paixão, normalmente por uma pessoa mais velha e cartinhas de amor.

Mas foi então que o tempo correu, na escola a preocupação passou a ser o vestibular, deixou de existir os 1º e 2º graus para dar lugar aos ensinos fundamental e médio. As novelas não são mais do tipo carrossel e sim malhação. O dinheiro é para comprar roupa, perfume e maquiagem ou para tomar aquela cervejinha no fim de semana, ou até mesmo no meio. As guerras são de balas de fuzis e estão nos nossos desenhos animados e gibis.

Muita coisa perdeu o sentido, a boneca de pano, o futebol com bola de meia, o namoro tem de ter sexo e o mais drástico – mamãe não luta tanto pelos vermes e sim pelas drogas em seus filhos. Como a infância se perdeu! Infância agora é só até os sete anos de idade, daí então tudo é muito liberal e o “clube-da-luluzinha-e-do-bolinha” é em mesa de bar e as conversas, bom, essas...

Bons os tempos da infância.

domingo, 8 de agosto de 2010

Amanhecendo

Ao meu pai, aos nossos pais, à todos os pais.

Escancarado. Um céu deslumbrantemente azul, vento soprando, árvores de verde vistoso, assim amanhecia o dia, e minhas pernas ficavam molhadas por conta do orvalho deixado pela brisa noturna. Tanto tempo sem amanhecer com o dia. Tanto tempo deixando de lado coisas simples que me dão tanto prazer. Mas hoje sendo exatamente hoje, e eu desde ontem, desde sempre com esse sentimento para ser posto para fora, precisava ficar acordado com a noite e ver o dia brotar cheio de brilho. Há um tempo que penso em escrever sobre esse sentimento, mas sempre adiava, talvez porque não me sentir maduro o suficiente ou mesmo pelo fato de ser covarde em assumi-lo. Mas chegado esse momento, percebo que existem as duas situações nesse contexto, tanto a imaturidade quanto a covardia de mostrar o que se sente. Pois bem, essa agonia toda é para dizer pai que eu te amo muito, que o senhor é importante demais para mim. Que demorei de reconhecer essa importância e que hoje, mais do que nunca, sei que sem você eu não estaria onde estou hoje, que sem o seu apoio eu jamais, jamais, dormiria tranquilo. Que quando nos falamos aos domingos, sinto-me mais cheio de energia para começar minha semana. Que reconheço todos os meus erros e peço perdão por minhas mentiras. Que sinto muito que a mãe tenha partido para eu entender e te dar tanto valor, por que na verdade, eu já dava todo esse valor, mas tinha medo de externar. Mas que com a saída de cena dela, tudo precisou ser mais claro, mais intenso. Peço desculpas se te fiz ficar preocupado, se te fiz chorar, mas saiba que jamais deixarei de te amar, que sempre serei quem eu sou, humano, verdadeiro, crente na amizade, correto por mais que já tenha errado, porque o senhor me deu todos os parâmetros para ser bom. Obrigado meu pai por tudo, por tudo mesmo. Por isso fiquei acordado com a noite e assim permaneci com o dia, para escrever isso tudo, que não é tudo, mas que de alguma forma, mostra tudo que sinto e que até então, não tinha te dito.

Grande abraço perfumado.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mulher

Vem!
Ajeita.
Com jeito.
Sem meias palavras.
Invasão.
Mais mulher que ontem.
Mais humana que todos.
Mais que tudo.
Com devaneios.
Mais fogo que água.
Mais.
Mai.
Má.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Amanhecendo

O tempo passou desesperado.
O sino tocou embriagado.
A noite voou apressada.
O sonhos voltaram ensimesmados.
O dia raiou, os pássaros cantando, o vento soprando:
E eu, eu que outrora não percebia,
agora vejo-me vendo a alegria de viver.

Novos espaços, outros cantos


Cabeças Cortadas Universo de Retalhos - Parceria com minha irmã Danielle Freitas

Parte de mim - o que vira escrita...

Os que me olham, me sentem e me acomapanham

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