sábado, 3 de setembro de 2016

da fresta. da porta. do tamanho que tem que ser.


anyway...

 

 

Estou com a nítida impressão de que irá chover. Está faltando mais pouco do que tudo. Esqueci meu guarda-chuva em algum lugar. Mas também como não haveria de esquecer? Tem coisas que nasceram para serem esquecidas. Mas estava falando do pouco que falta diante de tudo que já se tem. A calmaria que sempre busquei. Assim estava por aqui. Mas tu vieste balançar meu barraco, tirar tudo do lugar e me mostrar que tudo não passava de uma aparência. Porque diacho apareceste? Diz! Tu chegaste com essa turbulência toda. Contigo, atrás, no meio de ti, vento. Essa ventania saindo de tua boca. A energia do contraste. Espalhaste tua farofa, mexeu com meu axé e ainda querendo ir mais além. Tudo ficou por um triz. Vieste instaurar o caos. Enquanto pensava que meu couro era duro, que nada seria capaz de me tirar do prumo, que de fato muito pouco faltava perante o todo-tudo. E esse tiquinho não mexia comigo, não me ouriçava. E foi por essa fresta que tu adentraste. Um ratinho, um serzinho minúsculo, que não metia medo em nada e nem ninguém. E foi na tentativa de te matar que me mordeste o calcanhar. Transmitiu a erupção, maremoto, o espasmo, febre, delírio. Não fui e não sou sem convicções. Longe disso. Mas é que tua força se fez. E tua força dorme junto com a paixão. Foi esse veneno que a princípio me fez desmoronar. Depois que meu sangue se transformou em soro, que meu corpo percebeu que não podia e nem devia lutar. E uma vez entregue, ficou evidente que falta muito de tudo e pouco é o tempo. Mas do pouco espaço de tempo que tenho, quero sair por aí em meio a tua ventania. Afinal, toda essa força que o amor tem, não tem como prender.

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Novos espaços, outros cantos


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