terça-feira, 24 de março de 2009

Sexo e luz

Sobre a cama seu corpo cintilava,

entrava pela janela pouca luz de uma lua quase cheia,

o mosquiteiro protegia dos insetos,

mas não dos meus olhos aguçados,

que pela porta entre aberta,

percebia cada músculo, cada centímetro daquela beleza negra,

eu desejava, queria tocar com as mãos, com a língua,

precisava sentir seu gosto, seu cheiro,

sabia que devia explorar cada pedaço,

eu tremia, mas tremia de vontade,

de medo de ser percebido por aquela fresta,

mas esse mesmo sentimento me agitava mais,

me fazia suar,

entre minhas mãos estava meu sexo, eu bolinava,

apertava e sentia a cada minuto mais meu corpo aquecer.

Mexia-se na cama como se soubesse que alguém lhe olhava,

as vezes eu saía um pouco e me escondia nas sombras,

mas logo voltava,

foi uma vez dessa que percebi que quase já não havia roupas sobre seu corpo

e eu entrava madrugada a dentro com mais aflição por conta desse desejo.

Saí um pouco dali, precisava de água, precisava de ar.

Quando voltei sorrateiro, já não estava mais sobre a cama.

E eu me perguntava: onde pode estar? O que aconteceu?

Foi quando senti uma respiração forte no meu pescoço,

tinha percebido a minha presença desde cedo e

agora me fazia subir pelas paredes de medo e desejo,

mais desejo que qualquer outra coisa,

num abraço pelas costas, me direciona a sua cama,

levantou o mosquiteiro, antes me desnudou,

deitou-me sobre os lençóis brancos e se ajeitou ao meu lado.

Nada sabia sobre sexo, nunca havia estado ao lado de outra pessoa,

apenas imaginava como devia ser,

me tomou de uma forma que eu parecia estar recebendo todos os ensinamentos através de seus toques, de sua língua que percorria minhas costas, meu corpo.

Tudo se encaixava, eu morria de felicidade, eu sentia milhares de mãos percorrendo minha carne. Não sei se é pecado ou qualquer coisa que ouvia de ruim dos padres, dos mais velhos,

o que sei é que meu corpo pedia por mais, minha alma queria ser mais sorvida

e aquele líquido saindo me fez amolecer nos braços, fui ficando pequeno, fraco, mas em êxtase, em perfeito estado de tranquilidade.
Hoje eu quero mais, todos os dias eu quero mais, quero ser inundado cada noite por aquela energia.
Quero sempre a proteção do mosquiteiro e daquele corpo negro que me enlouquece.

5 comentários:

freitasdanielle disse...

Uau...q ardente!

Roberta Albano disse...

realmente ardente
mas o legal é que não é vulgar mesmo criando uma imagem quase que perfeita do ato

espero que você esteja melhor do que no post de ontem entao

Avassaladora disse...

Provocante... E deixa uma vontade pairando no ar...


Beijos avassaladores!

.raphael. disse...

ardente e excitante!
muito bom

abs

Luiz Calcagno disse...

Quase fui lençol... muito belo. Vou te linkar, ok? Abraços

Novos espaços, outros cantos


Cabeças Cortadas Universo de Retalhos - Parceria com minha irmã Danielle Freitas

Parte de mim - o que vira escrita...

Os que me olham, me sentem e me acomapanham

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