segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Última Carta

Não te quero mais junto a mim, nem próximo, nem ao largo que eu passe. Distância máxima não existe, o ideal seria que você cavasse um buraco e lá ficasse; não aparecesse ao sol, à chuva, ao vento, a nada. Porque tu és vil, imunda, petulante, covarde, macabra, és simplesmente um horror que não quero ter o desprazer de lembrar depois que eu terminar de escrever esta carta. Quanto à casa que estás, ateie fogo, não quero dela nem o terreno, muito menos o que nele há. Não me mande mais suas contas nem me peça um tostão que seja; não me ligue nem me escreva; não mande recados, nem muito menos pelos teus filhos, que apesar de serem teus, tenho um carinho independente de ti por eles. Deles quero toda a presença, conversas. Com eles eu me entendo. E se te resta um pouco de vergonha na cara, rasga esta carta em mil pedaços e joga ao vento, para que de mim tu também nada tenhas, porque após este ponto final que está por vir, em mim de ti nada mais resta.

Novos espaços, outros cantos


Cabeças Cortadas Universo de Retalhos - Parceria com minha irmã Danielle Freitas

Parte de mim - o que vira escrita...

Os que me olham, me sentem e me acomapanham

Contador de visitas

Contador de visitas