quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

anestésico

Exercitando dentro de mim,
com esse espaço todo,
percorro lugares já visitados
descubro outros ainda intocados
não mexo, não é hora
é tempo de saber onde tudo está
assim observado, parto para outro ponto
Escorro, transcorro, corro
junto alguns pedaços,
arrumo algumas cores que combinam
viro alguns sonhos de perna para o ar
Danço, canso, manso
Lembro de algumas personas
Relembro algumas passagens
Desconheço, reconheço, estremeço
Algumas idéias me tomam
outras fogem com medo
aquelas outras por receio
Almejo certos horizontes
traço o mapa
encontro uma mina - ou explodo ou fico rico.
conduta, conduzo, construo
vagarosamente mudo de lugar
não posso acordar o sono
tenho muito por fazer
balbucio palavras ternas
converso com o intimo
sacudo, varro, lustro
percebo que esqueci algo
não me lembro o que é
rezo e peço tranquilidade
Choro ao ler cartas que pensei escrever e não fiz
e pelos abraços não dados,
como também por amores não externados
Conforto-me,
Contenho-me
Sorrio como criança
Por algumas besteiras
Sorrio como adulto
Por outras baboseiras
Aceno para o subconsciente que me olha
E se perde ou se acha
Saio pelo canto
e aí canto, depois encanto
e quando olho,
está tudo muito organizado, então
chacoalho, bagunço
não sou daquela forma
sou dessa e dessa
vou de um lado para o outro
E me vejo, exercitando
Nesse espaço todo, meio cheio,
nem tão pouco vazio.
estou dentro de mim

6 comentários:

Roberta Albano disse...

nunca se pode conhecer tudo
sendo a hora ou não
o que se pode fazer
é escolher viver e aproveitar

ótima poesia!
também te acompanharei!

Márcio Ahimsa disse...

Ei, legal, Zingador, muito.

Gostei dessa forma de poesia, meia livre com as rimas intercaladas em aliterações. Gosto muito de poemas assim, que soam naturalmente aos ouvidos com sonoridade, com beleza.

Abraços.

Hell disse...

Muito boa a poesia!!
O blog está bem interessante... estou te acompanhando e volto para te visitar quando der!

alineol disse...

gostei muito dos seus versos....

Ricardo P. G. Ernades disse...

Adorei seu blog, de muito bom gosto, sua delicadeza com as palavras me deixou arrepiado.

Um grade Abraço perfumado!

Ricardo

jhonatas disse...

Gostei muito, percebi tanta coisa dentro de mim também...
Carecemos mesmo de mais sensações, de repente o completo das coisas organizadas não é tão valioso quanto o vazio das incertezas, das alturas. Essas nossas idas ao centro nos faz colecionar conchinhas e cada uma delas tem uma história.

Abração

Novos espaços, outros cantos


Cabeças Cortadas Universo de Retalhos - Parceria com minha irmã Danielle Freitas

Parte de mim - o que vira escrita...

Os que me olham, me sentem e me acomapanham

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