segunda-feira, 28 de junho de 2010

Florais psicodélicos.

O orvalho sal que me devora.

Quando em brisa me dissolvo.

Lágrimas corridas, saltitantes.

O não que assola.

O não ver futuro.

O marasmo presente.

À deriva, onde mais se quer afundar.

Crescente. Expandindo pungente. Aquele medo original. Não querendo perder-se, mas indo de encontro ao caos interior. Porquês natos. Unindo-se ao gosto puro, desejo, fato, dilatando-se em solvência, em se solver, caindo pelos lados, explodindo pelos ares, ardência, exaurindo palavras, pele em arrepio, vento louco, tudo pouco, febre vespertina, não, não, não, delírio, espasmos, o ver-se de perto, o correr soberbo, o lindo, o leito, o pleito, peito, depois de boca, beijos, barriga, novos arrepios, o queimar, arfar, o salivar, o desatino, o prazer imediato duradouro instantâneo. O amor insano, a paixão avassaladora, o ermo, a tempestade, as flores vertiginosas crescentes. Entre azulejos existe um cimento leve, forte suficiente em prender, firmar. Os lapsos de memória, a nostalgia que me revela muito mais que florais, que em líquido leve fluido tornam-se cura, tomam-se aos braços e correm disparados ao encontro de um sol noturno, divagante. Penso que pode ser diferente, que algo misterioso acontecerá que ponha outros pensamentos por aí, que paire outros cheiros, outros ventos que não esses que só levam, distanciam. Ofegante depois da caminhada pardo sonho parado nem imaginava que ao meu lado andava essa realização e que eu faca cega não via, não sentia, não me permitia. Sem tempo hábil, cheio de vícios, um trono opaco em que nada de reis e rainhas sentam-se, somente bobos chorando perdas perdidas sem lutas. Canto escuro com cortinas salmão e jarros de plantas verdes artificiais. E do vidro sujo se vê um céu calmo, capaz de ensurdecer qualquer um que se encontre em pleno estado estágio que nem esse. Vai-se então quadrado floral flor fina ramificada crescente subindo pelo teto e emaranhando tudo. Vai-se enfim.

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Novos espaços, outros cantos


Cabeças Cortadas Universo de Retalhos - Parceria com minha irmã Danielle Freitas

Parte de mim - o que vira escrita...

Os que me olham, me sentem e me acomapanham

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