segunda-feira, 7 de julho de 2008

E aí, o que faremos?

Chegamos ao descontrole. A vida parece não ter nexo, ter sentido. Viajamos por um caminho tortuoso, denso e violento. Pessoas se esbarram, se contrapõem. Vamos de encontro há um futuro tranqüilo, cheio de paz e de compaixão entre as relações humanas. Espanta-me ver todos os dias como os jovens perdem-se e adultos já perdidos, se entregam ainda mais ao ermo, ao “escrotismo”. Tantos estão morrendo, ficando inválidos, levando marcas para o resto da vida. Mas pior ainda é ver mães e pais chorando seus filhos-corpos, que saíram de cheios de vida de suas casas e não tornaram a voltar assim. Onde está à educação doméstica, a escola, a religião com seu Deus ou força maior que põe limites além da justiça dos homens? Esses pilares estão perdidos? Estamos perdidos? Para onde iremos? Envergonha-me saber que não existe punição para tantos e um senhor de idade avançada está preso por ter seu rebanho pastando em beiras de estradas e numa reserva ambiental. Não que ele não tenha de ser punido por agir da forma que sempre agiu ao longo de tantos anos, mas esse extremismo corrompe e enfrenta a nossa razão. Eu não sei para onde tudo isso nos levará. Mas sei que não é e nem será fácil reverter tal situação. Ou o Estado toma conta de suas escolas e faz a justiça acontecer de forma desejada e pretendida desde quando foi criada, as famílias observem seus filhos e imponham limites e lhes dê berço e as religiões chamem seus fiéis e ensinem que Deus, seja Ele qual for, não permite que os homens tomem de suas força para atingir e matar qualquer que seja um de seus filhos, porque já não se lembram do que é pecado, se esses alicerces não forem bem fundados, afundaremos num mar de incompreensão, violência e sangue, que teremos nos amigos, familiares, e até nós mesmos perdidos e chorados, sem um retorno feliz.

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