sábado, 1 de novembro de 2008

Na madrugada


Cá estou... sozinho na madrugada.
Dias se passam, mas é nela que me encontro, sou.
Na madrugada grito, esperneio, choro, rio de mim mesmo.
Nela escrevo, rodopio, ando, sumo.
Quando ela chega, pensamentos fluem, a mão escorre à caneta.
Enquanto o orvalho aumenta sobre folhas e pétalas,
Em mim escorre poesia, ponho em frases meus sentimentos,
Mesmo os mais remotos.
Na madrugada me entrego, deleito, deito de corpo e alma.
Na madrugada sou eu mais do que nunca.
Me derreto, vejo, sonho.
Na madrugada gracejo, repito, crio.
Diante da falta de conversa com outrem,
Falo comigo mesmo, percebo, intrevejo.
Enquanto o dia não nasce, durmo, acordo, volto a dormir.
Enquanto ela não chega, imploro, rezo, cochilo.
Na madrugada amo, faço amor, expludo.
Na madrugada me apaixono e acordo livre.
Madrugando respiro, passo, bebo, fumo.
Na madrugada novos, velhos e futuros amigos.
A madrugada prefiro, vivo, levito.
Na madrugada música, silêncio, sussurro.
E cá estou, na madrugada.

2 comentários:

Ana Paula Custodio disse...

Quantas veracidade em suas palavras!

Ana Paula Custodio disse...

Quantas veracidade em suas palavras!

Novos espaços, outros cantos


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Parte de mim - o que vira escrita...

Os que me olham, me sentem e me acomapanham

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