sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

de amor


Padeço nesse amor
Vivo, me esbaldo, amoleço
Sinto-o queimar em mim, ardo, explodo em gozo
Choro, rio, dou-lhe a mão
Ando por entre, dentro, ali fora
Recito, falo, deduzo, reduzo
Esse amor praticável gira
Canta cirandas, canções de amor
Da alma de poeta ela se estende, pretende, deita
Jogados os dados da sorte, ele ganha, perde
Nesse contexto permaneço, pereço, gracejo
Um beijo, outro, outro
Arrepio, derreto, corro, esvazio
Um mar de fogo, de água
Meu ócio, vício, cio
Minha culpa, redenção
Amor de amar
Amigo, amante, flerte
Um caso, acaso, encontro
Esse amor me cura, me envenena
Essa amor está em mim
Condena, liberta, anestesia
Esse amor é licérgico
É sexo, é prosa, poesia
Um amor oração, acalma, alivia
Mesmo amor se destina,
Quando de tardezinha sento ao pôr-do-sol
E ouço o som da solidão
Agonizo e lembro que ele existe.

Um comentário:

_Thiago disse...

amor que existe,
amor ausente.
solidão e amor trabalhando na mesma função, mas em turnos diferentes. as férias do amor são mais longas.

Novos espaços, outros cantos


Cabeças Cortadas Universo de Retalhos - Parceria com minha irmã Danielle Freitas

Parte de mim - o que vira escrita...

Os que me olham, me sentem e me acomapanham

Contador de visitas

Contador de visitas